sexta-feira, 17 de julho de 2015

Qual a importância da leitura numa cultura tão visual como a nossa? Que tipo de texto você mais utiliza em seu dia-a-dia?



É bem interessante falar sobre leitura nos dias de hoje. Os adolescentes, por exemplo, pouco se interessam pelas atividades escolares, acham as leituras extensas, cansativas e pouco interessantes.  Dificilmente, conseguem interpretar corretamente um texto, independente de qual seja a disciplina. É enfadonho! Mas, na primeira oportunidade que têm concentram-se de forma espantosa à toda e qualquer imagem que tenha uma informação produtiva ou não, em seus celulares, tablets ou notebooks, etc...  


 O fato é que, comparando a minha época em que desejávamos um livro com gravuras, hoje se deseja imagens que falem por si, ou que venham com o mínimo de palavras possíveis. Mas, o que eu percebo é que mesmo com essa “tentação” visual, existem lados que se divergem. De um lado está a grande massa, que pouco se preocupa realmente com os textos e informações, querem informações imediatas e que na maioria das vezes, ou são sensacionalistas, ou de pouco valor cultural, social e político e daí percebemos o terror em que a língua portuguesa se transformou, através dos comentários e compartilhamentos nas redes sociais. E por outro lado, temos um grupo que está aproveitando as facilidades desses hipertextos para disseminar o conhecimento. Nunca se pode ler tanto e sobre tudo de maneira tão fácil e rápida. A imagem pra esse grupo, é o “aperitivo” no qual nos transportará para “o prato principal” que serão textos ricos e extremamente interativos e produtivos. A comparação é meio bizarra, mas é meu ponto de vista.
Hoje, por exemplo, tem-se o conhecimento de vários blogueiros e blogueiras que por abrirem um canal de compartilhamento de informações, ideias, apresentarem sua visão de mundo e gostos particulares, obtiveram um número considerável de leitores e leitoras que lhes proporcionaram escrever, editar e venderem seus livros. O que contribui muito para o fortalecimento da leitura e da escrita através da WEB e todo seu aparato nas redes sociais. E assim, existem vários outros exemplos. Tudo depende de quem lê, do que se quer buscar, pesquisar, aprender, assimilar e etc.
Eu, particularmente, faço sim muitas pesquisas na Internet, não tem como fugir. O acesso à informação é fantástico, global, sem limites, fato.
Mas, ainda sou adepta de comprar meus livros, aguardá-los ansiosamente, sentir aquele cheirinho de novo e após tê-lo “devorado” o inserir na minha estante. Sempre carrego comigo um caderno para anotações. Só recorro ao mundo digital quando necessário. E isso, está mais habitual do que eu gostaria. 

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